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Febre Amarela esclarecimentos na Imunização

 

O vírus da febre amarela circula em países da América do Sul e da África. A transmissão geralmente ocorre em animais selvagens, mas ocasionalmente atinge humanos que entram nas regiões florestais. Recentemente, as preocupações com o ressurgimento da doença em área urbana cresceram devido à disseminação do Aedes aegypti, que tem demonstrado capacidade de transmitir o vírus da febre amarela. Além disso, a cobertura da vacinação contra a doença ainda é insuficiente, pois a vacina vinha sendo administrada prioritariamente para populações que residem em áreas consideradas de alto risco.

Desde que a epidemia de febre amarela começou no início do ano, há preocupação com relação aos idosos e muitas dúvidas surgiram nas redes sociais. A vacina febre amarela de Bio-Manguinhos é de vírus vivos, obtida por atenuação da subcepa 17DD do vírus da doença, cultivado em ovos de galinha embrionados livres de germes patogênicos.
Sendo uma vacina viva, alguns grupos etários precisam tomar precauções específicas, como as pessoas com 60 anos ou mais. Outro grupo etário é formado por crianças abaixo de seis meses. Neste caso, a imunização é contraindicada.

Para esclarecer as dúvidas, o pediatra e consultor científico sênior do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), Reinaldo de Menezes Martins, explica em detalhes como os idosos devem proceder. “Geralmente pessoas nessa idade possuem imunidade mais baixa e, por isso, deve-se levar em conta o risco de contrair a doença versus o benefício e risco da imunização”.

Uma das variáveis que influenciam nessa decisão é onde o idoso vive e como é seu estilo de vida. “Se o idoso não sair muito de casa e morar em área sem ocorrência de febre amarela em macacos ou casos humanos, é melhor não se vacinar. Ele pode tomar precauções como utilizar roupas compridas, usar repelentes, colocar telas nas janelas e evitar áreas com mata. No entanto, se o idoso mora em área com circulação do vírus e é um trabalhador rural, indo muito a matas e beira de rios, é necessário optar por imunizar esse indivíduo”, detalhou o especialista.

Um dos eventos adversos da vacinação para a febre amarela é a doença viscerotrópica aguda (DVA), que ocorre até o décimo dia após a vacinação, semelhante à própria febre amarela. Estima-se um caso de DVA para cada 400 mil doses da vacina. Deve-se suspeitar da doença quando houver febre, hipotensão/choque e icterícia/hemorragia, além de exames laboratoriais compatíveis. A frequência de eventos neurológicos após a vacinação (meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré e doença autoimune com envolvimento de sistema nervoso central ou periférico) também é rara. Estima-se a sua frequência em um caso para cem mil doses. Em geral, a meningoencefalite é benigna.

“O risco de uma pessoa acima de 60 anos adquirir doença viscerotrópica ou neurotrópica após a vacinação é maior do que nos adultos mais jovens. E, nos acima de 70 anos, o risco é ainda mais elevado. Por isso, o ideal é que o idoso que se vacinar contra febre amarela seja acompanhado nos primeiros 30 dias após a imunização, instruiu Martins.

De acordo com o Informe de Febre Amarela no Brasil nº 33/2017, divulgado pelo Ministério da Saúde, em 23 de março, de 1º de dezembro de 2016 até 23 de março de 2017 foram confirmados 492 casos de febre amarela selvagem. Destes, 62 ocorreram em pessoas acima de 61 anos (50 homens e 12 mulheres), o equivalente a 12,6%.

Referência: Fiocruz Pediatra e consultor científico sênior do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), Reinaldo de Menezes Martins

Vacinação contra a febre amarela no Brasil: fracionamento de doses

Autor: Diretoria da SBIm

O Ministério da Saúde anunciou dia 09/01/2018 que adotará oficialmente o fracionamento de doses da vacina febre amarela em 76 municípios de três estados: São Paulo, a partir de 29/01/2018, e Bahia e Rio de Janeiro, a partir de 19/02/2018. O objetivo da campanha, que utilizará uma prática mista de dose fracionada e padrão, para diferentes populações alvo, é vacinar 19,7 milhões de pessoas.

A medida é recomendada pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) como uma estratégia que pode ser adotada em casos de emergência, ou seja, quando existe a necessidade de se vacinar um número elevado de pessoas em curto prazo de tempo, em áreas populosas com risco de expansão da doença, e não há vacina suficiente para atingir a cobertura necessária.

É importante ressaltar, no entanto, que as práticas habituais de vacinação rotineira no país não serão substituídas — continuarão acontecendo com a dose-padrão.

Crianças, pacientes imunodeficientes e gestantes foram excluídos dessas avaliações, razão pela qual o Brasil manterá na campanha que em breve se inicia, a dose de 0,5 ml para menores de 2 anos, portadores de imunodeficiências e gestantes. Nesses dois últimos grupos, a vacina será aplicada somente após criteriosa avaliação individual, para maior segurança dessas pessoas a serem eventualmente vacinadas. Para emissão do certificado internacional de vacinação ou profilaxia(CIVP), documento exigido pelo governo de diversos países para a entrada viajantes provenientes de países endêmicos de febre amarela, a dose fracionada não será aceita. Portanto, os viajantes internacionais que se vacinarem na rede pública devem apresentar documento que comprove viagem ao destino que exige o CIVP para entrada no país, para que recebam a dose de 0,5 ml durante a campanha. Ressalta-se que a vacinação na rede privada é feita com a vacina produzida pelo laboratório Sanofi (Stamaril®), mantendo-se sempre a dosagem padrão de 0,5ml.

De acordo com recomendação da OMS, a quantidade mínima de potência por dose de vacina a ser utilizada no fracionamento é ≥1.000 UI, preferencialmente 3.000 UI, já que, levando-se em conta dados de resposta imune celular provenientes de estudos, concluiu-se que doses ≥3013 UI são equivalentes à dose plena padrão. O volume utilizado não deve ser inferior a 0,1 ml. A vacina utilizada pelo MS do Brasil é produzida pelo laboratório Biomanguinhos e contém potência superior a 27.000UI na dose padrão. Assim sendo, a dose fracionada ainda contém potência bastante superior à mínima recomendada pela OMS, o que permite assegurar aeficácia protetora, pelo menos em curto prazo, para a população que receber a dose fracionada.

O MS disponibilizou 15,2 milhões de seringas adequadas para aplicação do volume fracionado de 0,1 ml. Os frascos de vacina que serão utilizados nessa campanha são multidoses, contendo 5 ou 10 doses.

Esse plano estratégico que está sendo adotado neste momento no Brasil foi elaborado com a participação de representantes do Ministério da Saúde, da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), Da OMS e Centro de Controle de Doenças e Prevenção dos Estados Unidos (CDC), e aprovado pelo CTAI (Comitê Técnico Assessor em Imunizações) e especialistas.

REFERÊNCIAS

  1. Campi-azevedo AC, Estevam PDA, Coelho-dos-reis JG, Peruhype-magalhães V, Villela-rezende G, Quaresma PF, et al. Subdoses of 17DD yellow fever vaccine elicit equivalent virological/immunological kinetics timeline. BMC Infect Dis 2014; 14: 391.
  2. Hickling J, Jones R. Yellow fever vaccination: the potential of dose-sparing to increase vaccine supply and availability. Seattle, WA: PATH, 2013:118
  3. Martins RM, Maia MDLS, Farias RHG, Camacho LAB, Freire MS, Galler R, et al. A double blind, randomized clinical trial of immunogenicity and safety on a dose-response study 17DD yellow fever vaccine. Human Vaccines &
  4. Immunotherapeutics 2013; 9: 879–88
    Yellow fever fractional dose. WHO- paper _ SAGE- 20 July 2016. pdf.

  5. Links
  • Agência Saúde – Ministério da Saúde portalms.saude.gov.br/noticia

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